quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Não como eu!!!!


A ideia era juntar a família próxima, pais, irmãos e sobrinhos para comemorar as últimas vitórias no capítulo da saúde da minha mãe e do meu maridão...Escolhemos ir a um restaurante chinês...já não íamos a um há muito tempo, e este perto da minha mãe, facilitando a sua deslocação pareceu-me a escolha ideal...tanto mais que por lá abundam já ternas recordações...! Mas não, não foi de todo a escolha perfeita porque me esqueci que o grupo integraria cinco crianças, entre os sete e os onze anos e que a comida chinesa podia não ser da preferência de todos...Mesmo assim sentámo-nos  à mesa com vontade que corresse bem...tive o cuidado de distribuir as crianças de forma a que os mais velhos ajudassem os mais novos, respeitando a preferência de todos. Todos os meus sobrinhos são filhos do meu irmão do meio e devido a um acidente muito grave que o pai teve antes que qualquer um deles tivesse nascido, têm tido uma vida complicada, dominada pela mãe, mulher corajosa, daquelas de levar tudo à frente...mas a quem a vida dura tem tornado numa pessoa nem sempre fácil de lidar...E que fique dito antes de mais, que embora não haja entre nós afinidades de personalidade, o que aliás é compreensível pelas diferentes vidas que nos foram dadas viver, ela tem a minha amizade, a minha admiração em vários campos, e a minha gratidão por até agora ter ficado ao lado do meu irmão, apesar do seu complexo estado de saúde. Nessa noite saía mais tarde e coube-me a mim gerir todos os mais pequenos durante grande parte da refeição...A P. não foi problema...gosta de experimentar tudo e depressa arranjou algo de que gostasse...o F. que costuma ser mais esquisito fez o mesmo, num esforço de boa vontade que lhe agradeci com um olhar...o G. (mais velho seis meses do que a P.), ia comendo o que achava que gostava, ao lado do avô que ele adora, o S.. declarou que não gostava de nada e não comia senão a sobremesa e a D. (estão lembrados dela?), comia exatamente o que comia a P., contente por estar ao lado dela!!!! Mal tinha tido tempo de pensar como convenceria o S. a experimentar a comida quando a mãe entrou de rompante, cumprimentando à pressa...na cara cansada adivinhei que o trabalho tinha corrido mal e as rugas precoces lembraram-me as muitas agruras que a vida lhe tem reservado...e esperei pelo desfecho que por a conhecer bem era inevitável....Antes de se sentar protestou com o G, sem que alguém tivesse percebido porquê, gritou para a D, que comia sossegada, que não se atrevesse a portar mal porque senão ia ver o que lhe acontecia e deu um safanão ao S. que de imediato desatou a chorar...enchendo o prato de lágrimas mas não comendo mais por isso ! Olhando as crianças todas à volta da mesa e vendo as suas expressões, cada um diferente do outro (os meus filhotes visivelmente constrangidos e a morrer de pena dos primos, sem saber como os  ajudar), tive de me controlar para não intervir na ação em si (a experiência de muitas outras vezes assim o aconselhava), optando antes pela manobra de diversão...começando de imediato uma conversa com ela, antes que as coisas subissem de tom...O resto da família fez o mesmo e o burburinho da conversa envolveu de novo a mesa como se nada se tivesse passado...Mas entrei para o carro de volta  a casa, mais uma vez triste por estar tão longe daqueles meus sobrinhos, que o pai não pode educar, na vida e na forma de interpretar a vida com que se confrontam diariamente...! Pelo espelho do carro reparo então na P. lá atrás envolta nos seus pensamentos que num ápice se transformam em palavras « Sabes o que me disse a D. mãe?Quando a tia N. se zangou daquela maneira com eles?», « O quê P.?», perguntei eu já com medo da resposta.....«  «Por isto é que tu não ias querer ser eu!»...foi isso que ela disse mãe!!!!» Passei o resto da viagem a tentar explicar o que para mim é inexplicável e a desculpar o que tenho dificuldade em encontrar argumentos para desculpar...aliás nem seria preciso...crianças de 8 e 10 anos...fazem já as suas avaliações...e pelos vistos as de 7 também....Fiquei sim muito triste por aquela minha sobrinha, tão novinha, não gostar de ser ela, do papel que a vida lhe tem reservado desempenhar...e ter já tão vincada  na pele a marca de sobrevivente da vida...Quero no entanto acreditar no mote do dia de hoje...cada dia é um começo novo....e nada está perdido!!! A D. encontrará o seu caminho de flores...o percurso risonho a que tem direito...e cabe-nos a nós descobrir como a colocar nesse caminho de mãos dadas com os seus dois irmãos....! Havemos de o conseguir!
 Perdoem o desabafo e o longo texto...!
Bem hajam meus amigos!




38 comentários:

  1. Maria...sinais da vida...dos seus e nossos (des)sossegos!!!
    Bj e amanhã é um novo dia!!!

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    1. Verdade minha amiga...esperemos conseguir sossegar um pouco...estou mais preocupada com os mais novos porque o seu tempo de crianças não volta mais!
      Beijinhos
      Maria

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  2. Que história triste essa, Maria! Custa-me tanto ver crianças a crescer à força da dureza da vida, despidas de afetos.
    Estou aqui a torcer para que vocês consigam encontrar um caminho feliz para elas.
    Beijinhos Maria

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    1. Eles têm o amor da mãe e do pai que embora não seja interveniente os adora...mas são obrigados a crescer muito depressa...a forma de expressar afeto é que não é coerente e cria insegurança...o lema é que tratá-los mais à bruta é que os tornará fortes..!
      Maria
      Beijinhos

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  3. É triste perceber como uma criança tão pequena já sabe que ninguém ia querer ter a vida que ela tem.
    A vida é muito complicada amiga.Espero que com a vossa ajuda a tua sobrinha encontre o seu caminho de flores.
    Beijinhos
    Natália

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    1. Sim a vida é complicada e não olha a idades...todos tentamos acertar mas infelizmente erramos tantas vezes...Vamos ver o que conseguiremos todos juntos mudar, agora que aqui por casa estou mais sossegada no que toca a saúde.
      Beijinhos
      Maria

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  4. Um dia ela e os irmãos vão entender a mãe, e ainda que discordem da atitude dela vão compreender. Como eu e meus irmãos compreendemos a secura e a falta de carinho da nossa. Há sofrimentos que são como fogo dentro do peito. Queimam tudo.
    Um abraço

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    1. Sei bem que sim Elvira...e também que eles são amados, a dificuldade está na forma de expressar esse amor e do tipo de educação que acham ser melhor para eles...e que fique dito que eles adoram a mãe!
      Beijinhos
      Maria

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  5. Por vezes os adultos não reagem da melhor maneira,e as crianças não ficam indiferentes.
    Beijinhos

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    1. Sim amiga...neste caso os meus sobrinhos têm de lidar com as limitações do pai e com a pressão da mãe para que cresçam depressa e se "façam à vida", além da sua disposição devido ao enorme cansaço e o fato de reproduzir a forma como foi criada....Percebo mas custa-me ver a mais pequena tão ressentida já, o do meio tem problemas de aprendizagem e o mais velho problemas de ansiedade...por outro lado preocupa-me nesta fase a nossa grande impotência...eu e o meu outro irmão temos estado muito focados em resolver os outros problemas da família, que não têm sido poucos e a acontecer em simultâneo...!
      Beijinhos
      Maria

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  6. Também eu cresci num ambiente superstressante apesar dos meus pais terem muito bom coração. Força para os teus sobrinhos e beijinhos para todos

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    1. Sim amiga eles têm o amor dos pais, mas esse amor não é passado de uma forma consistente devido ao ambiente stressante em que vivem.
      Vamos ver, são bons meninos e fazem creio um excelente trabalhos nas vidas que levam...espero que de alguma forma se consiga diminuir o seu stress que é muito.
      Beijinhos
      Maria

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  7. Querida amiga Maria este momento tocou-me pessoalmente nem sempre e facil viver uma vida cheia de paz e harmonia ,tambem eu e os meus irmaos crescemos rapido ,percebo que as atitudes nao foram talvez as melhores perante os olhares de quem estava presente ,mas quando voce escreve que as agruras que a vida lhe tem reservado nao e facil e compreendo em parte ,penso que dentro dela existe tantos sentimentos bons que estao aprisionados pelo cansaço do desgaste da vida .
    Com certeza cada um ira crescer e ver que nem tudo foi em vao ,apenas circunstancias da vida que ela propria foi madrasta para com todos ,eu acredito pessoalmente que a rudez da vida nao me tornou pior ,pelo contrario vi quanto os meus pais sofreram para nos criar ,houve falhas com certeza ,mas quem nao as comete ,apenas sei que sempre nos amaram e continuam amar .

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    1. Sim Emanuel, ali há muito amor, mas expresso de uma maneira que cria insegurança, para a minha cunhada aquela forma de tratamento é a tentativa de fazer deles adultos responsáveis e preparados para a vida o mais rápido possível e tal como eu com os meus (e quantas vezes no meio da ansiedade também ralho demais) está a tentar fazer o melhor, no meio das dificuldades que tem e segundo o modelo de educação que foi aplicado nela própria...Os miúdos adoram a mãe e têm medo dela, é uma duplicidade de sentimentos que os confunde...tentar melhorar esta situação sem nos e sem que acha intromissão, só ajuda, é difícil sobretudo quando a família tem tido outros focos de preocupação muito grandes...mas temos de recuperar a nossa capacidade de apoio aos pais para que pelo menos o stress se aligeire...!
      beijinhos querido amigo
      Maria

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  8. Lamento que sejam sempre as crianças os "bodes expiatórios" dos problemas do casal.

    A vida da tua cunhada não deve ser fácil,mas poderia ser menos agreste se houvesse carinho, compreensão e amor a uni-los.

    Beijinhos.

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    1. Ela ama os filhos, disso tenho a certeza, mas reproduz a forma como foi criada com a agravante de que neste núcleo familiar o stress é enorme devido aos problemas do meu irmão e depois também às condições financeiras que isso determina...Sempre ajudámos nessa área e continuamos a ajudar mas com a situação depois do AVC da minha mãe as coisas complicaram eles deixaram de ter o apoio fundamental do meu pai que ajudava muito na logística de levar e buscar as crianças. nas compras etc...o meu irmão não pode guiar desde o acidente e a minha cunhada não tem a carta...

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  9. As crianças não devem pagar pelas más disposições dos adultos. Mas isto sou a eu a falar. Normalmente atingimos os mais fracos, estão ali à mão de semear. Não devia, não deve ser assim. Mas estou como tu dizes "cada dia é um começo novo". Eu hoje começei algo novo também, espero que a tua sobrinha um dia tenha um dia de muitos dias novos :))
    Beijo Maria, e obrigada :))

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    1. Tenho esperança que sim...dos três ela parece-me a mais forte, espero com todo o coração que os adultos do seu mundo (eu incluida) sejam capazes de a ajudar nisso!!
      Beijinhos
      Obrigada por tudo querida amiga!
      Maria

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  10. Maria o teu desabafo fez-me cair a lagriminha que não consegui conter.
    sabes amiga, aqui nos blogues não é novidade que a minha mãe me abandonou, quando eu tinha 8 aninhos, isto para te dizer que o meu pai viveu o resto da sua vida muito revoltado, mas sempre me deu muito amor e carinho, embora eu trabalhasse como uma escrava.
    Assisto muito a essa violência da parte dos pais para com as crianças, descarregam nelas as suas más indisposições que a vida lhes dá, não têm capacidade para separarem as coisas, não acho normal, mas pode ser.

    Maria a minha filhota mais nova, felizmente separada, tem 3 filhotes, de 17, 5 de 12,5 e 7,5 anos, sobrevive apenas com o abono e umas horas de limpeza, mesmo tendo o 12º ano e alguns cursos, ela consegue ser uma mãe tão amorosa, tão querida, que por vezes comove, tanto problema e necessidades que tem, mas consegue ter sempre aqueles miminhos para os meus principes, eles adoram-na, ela nunca lhes tocou, detesta violência, mas viveu violência doméstica 14 anos, praticada pelo marido.

    Beijinho e uma flor

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    1. Minha querida amiga, não sabia do que me conta e lamento muito...mesmo muito...a infância é um lugar onde devemos ser felizes por inteiro e que nos trará sempre um suporte de vida no futuro...no entanto a vida por vezes é muito difícil e creio que a aprendizagem é conseguirmos vivê-la apesar de tudo com amor...A minha cunhada ama os seus filhos...simplesmente pensa que este tipo de educação agreste os prepara para a vida e para além disso anda tão desgastada que não se consegue controlar algumas vezes...o problema é que nunca admite estar errada...mas preocupa-se muito com os filhos à sua maneira, o do meio tem problemas de aprendizagem e o mais velho de ansiedade, o que é normal no ambiente que vivem...mas custou-me particularmente ver a a mais novinha já tão desagradada com a sua vida!!! Mas atenção...adoram a mãe!
      Beijinhos e obrigada pelos seus comentários sempre tão intensos e verdadeiros amiga que cada vez admiro mais!
      Maria

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  11. Maria, são situações difíceis e que ficamos de mãos atadas, não é mesmo? Já passei por situação semelhante, entendo você.
    Desabafar é ótimo!:))Bjs!

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    1. Sim Solange até porque neste caso ajuda pode ser considerada intromissão...e a personalidade da minha cunhada nesse capitulo é complicada!!
      Vamos ver o que se consegue...pelo menos aligeirar o stress da mãe para ver se as coisas correm mais leves para as crianças.
      Beijinhos
      Maria

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  12. Infelizmente as crianças são sempre as mais atingidas nesses momentos de descontrole dos adultos! Que esses meninos sejam felizes! bjs
    Amara

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    1. Espero que todos juntos o consigamos minha amiga...espero que sim...o tempo passa tão depressa e a infância é tão importante!
      Beijinhos
      Maria

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  13. Maria, estamos tão longe e tão perto!!! Comovi-me com seu texto, pois vivo a mesma experiência, mas por parte de meu marido, tenho sobrinhos, filhos de sua irmã, que vivem da mesma forma e me corta o coração vê-los vivendo as amarguras da vida desde tão cedo...
    Entendo você, as dificuldades em ter de aceitar as coisas, mesmo sendo contra nossa vontade.
    Fique com Deus minha querida, pois só Ele para nos fortalecer e nos dar bom ânimo de continuar a seguir...
    Beijos, bom fim de semana.

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    1. E não é fácil Juni...para além de termos outros focos urgentes a que temos de acudir na família e vidas ocupadas, ainda existe o fato de que nestas coisas é complicado ajudar...e neste caso sei que uma das coisas que a minha cunhada não concorda comigo é com a maneira como educo os meus filhotes...ela acha que as crianças têm de se tornar independentes rapidamente (o que eu compreendo no seu caso) e que a melhor maneira é a que utiliza...claro tudo isto sublinhado pelo seu cansaço e frustração que sei serem muitos...Por tudo isso estou mais longe dos meus sobrinhos do que alguma vez pensei estar eu que sempre quis ser tia e o fui tão tarde como fui mãe...precisamente no mesmo ano...Tenho sempre tentado que os meus filhotes vejam os primos e criem com eles uma relação estreita...mas mesmo isso não é fácil...enfim vamos ver o que consigo ainda fazer , agora que tenho o maridão melhor de saúde...!
      Beijinhos JUni...é como diz tão longe e tão perto...mas não existe distância para o encontro de almas :)))
      Fique com Deus querida amiga!
      Maria

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  14. Eu sempre fico tensa com os encontros de família, apesar de serem gostosos, a gente acaba percebendo muita coisa e nem sempre a gente se sente feliz.

    bjokas =)

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    1. Tem toda a razão Bell, nas nossas fico sempre muito preocupada com o que se passa nesta parte do núcleo familiar e a impotência que sinto deixa-me extremamente ansiosa!
      Beijinhos
      Maria

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  15. Quando as crianças não podem ser crianças na sua plenitude corta-me o coração.
    Imagino a sua frustração minha amiga. Coragem!

    beijinho

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    1. Precisamente querida amiga...com a doença do meu marido que neste momento se encontra controlada mas durou cinco anos, foi a minha grande batalha quanto aos meus filhotes...e embora tenham obviamente sofrido com a doença do pai...não são tolos e aperceberam-se de tudo, tenho a certeza de que apesar de terem por certo amadurecido bastante, não perderam na da das suas vidas de criança...eu e o pai lutámos juntos nesse sentido e tenho a certeza de que essa luta ganhámos...quanto aos meus sobrinhos...a questão é mais complicada porque o pai não tem por causa das sequelas do acidente poder de intervir e a mãe tem outra forma de ver as coisas...e depois como educa sozinha não admite estar errada nunca...isto tudo junto ao seu desgaste emocional dá uma combinação explosiva que lhe cria ainda mais ansiedade...complicado...e o tempo a passar...!
      Beijinhos amiga
      Maria

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  16. Maria vim ler-te um bocadinho pois mais uma vez perdi-me de teus caminhos, eu vivo me perdendo de muitos blogs, de repente eu os vejo em algum blog que estou visitando e pronto reencontro o caminho. Maria que situação triste, teu irmão deve sofrer calado, sentindo-se um peso talvez, a sua cunhada sobrecarregada amando muito a todos não se dá conta que descarrega suas preocupações, seus medos, seu cansaço em cima dos pequenos e eles não entendem nada, apenas acostumaram-se a situação. Mas eles têm uma tia iluminada, que pode fazer toda diferença, um sorriso, um afago, um emprestar de ouvidos, pequenos atos que fazem toda diferença, desculpe ir tanto pítago, mas não aguento ficar sem comentar, bjos em seu coração iluminado Luconi

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    1. Oi Luconi...também eu me perco nos caminhos dos blogues amigos e depois lá os reencontro e ponho em dia as leituras...Esta tia tem tido a luzinha fraquinha por ter de focar muitas áreas...mas vamos lá ver o que conseguimos fazer, eu e o meu outro irmão que é uma pessoa excelente tão preocupada como eu como eu com o assunto mas numa fase de vida complicadíssima que implica viagens constantes...Mas o tempo passa a correr....em breve teremos perdido para sempre as crianças que deveriam ter sido...é preciso ajudar agora...com coisas simples sim...que outras serão sempre consideradas intromissões e não admitidas.
      Beijinhos
      Maria

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  17. A vida é muito dura por vezes, mas acredita que normalmente crianças que crescem dessa forma vão amadurecer mais cedo e decidir fazer-se à vida com determinação e muita vontade e na maioria das vezes encontram o caminho do sucesso e da felicidade, conheço muitos casos e assim espero que aconteça aos teus sobrinhos Maria. Beijinho

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    1. Sim também conheço vários casos...mas mesmo assim perderam um parte fundamental da vida...a infância....mas espero que esse seja o caminho do meus sobrinhos e que até lá ainda consigam usufruir um pouco das suas idades....!
      Beijinhos
      Maria

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  18. Fiquei presa ao texto, a rever como algumas vezes encontrei situações assim. A vida não deveria ser assim dura e tão cedo para os sobrinhos. um beijinho
    Gábi

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    1. Pois não Gábi, e infelizmente tal como tu conheço também outros casos com caraterísticas semelhantes...e custa-me sempre muito ver acontecer...neste caso que me toca tão perto nem sem dizer como me faz sentir...enfim quero ter esperança na possibilidade de alguma mudança.
      Beijinhos amiga
      Maria

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